Pode Crê

Rir Para Seguir

Clecio Almeida Season 2 Episode 30

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Quando tudo pesa, o que nos puxa de volta ao ar é uma gargalhada honesta. Partimos de histórias simples — o vendedor invasivo, o canguru que foge sem porta fechada, a turma do ônibus que ri da própria matemática cruel — para revelar como o humor reorganiza a mente, reduz o estresse e nos devolve agência. A conversa é direta: rir não nega a dor, sustenta a travessia. Entre fé, cotidiano e ciência, mostramos por que a leveza certa é um ato de resistência.

Trazemos dados claros de Harvard, Psychological Science e Loma Linda sobre o impacto do riso no cortisol, na endorfina, na dopamina, na memória de curto prazo e na circulação. Falamos de reavaliação cognitiva e do papel do córtex pré-frontal em regular medo, raiva e tristeza. Exploramos como o humor adaptativo constrói resiliência e por que estilos agressivos ou defensivos sabotam vínculos e bloqueiam emoções. Do meme que diz “isso é muito eu” ao abraço invisível de uma piada bem contada, o pertencimento nasce quando rimos juntos, e essa cumplicidade enfraquece a solidão.

Também deixamos um guia prático: como buscar o absurdo nas pequenas falhas, consumir conteúdo que faça rir de verdade, compartilhar histórias próprias sem se ferir, e treinar o olhar leve que transforma tropeços em narrativa. A mensagem final é simples e forte: o humor não apaga problemas, mas muda como vivemos cada um deles; cria pontes, desarma conflitos e abre portas que a rigidez fecha. Se a vida cobra perfeição e pressa, escolher rir é manter a humanidade intacta. Se curtiu, assine o podcast, compartilhe com alguém que precisa respirar melhor hoje e conte nos comentários qual história te fez rir mais.

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SPEAKER_01:

Oi, tudo bem pessoal? Meu nome é Clesto, eu sou o host do seu podcast, o Podcast Pode Cr. Não se esqueça de fazer o download desse episódio e dos outros que você já ouviu anteriormente. Um grande abraço a todos vocês, muito obrigado pela sua audiência. Hoje nós vamos falar sobre como o senso de humor nos ajuda a enfrentar a vida. Você já reparou que às vezes a gente ri não porque está feliz, mas porque precisa sobreviver? Tem dias que tudo dá errado. O despertador não toca, o café cai na roupa, o celular descarrega, a vida parece um episódio ruim sem intervalo comercial. E mesmo assim alguém consegue tirar algo engraçado dessas histórias mirabolantes que acontecem conosco. Você vai ouvir aqui muito mais no seu podcast, pode crer. Hoje a gente vai falar sobre isso, sobre o senso de humor. Não como fuga, não como negação da dor, mas como uma das ferramentas mais poderosas que o ser humano tem para enfrentar a vida. E não é papo motivacional vazio. A ciência confirma rir muda o cérebro, o corpo e a forma como lidamos com o sofrimento. Deixa eu contar uma história, talvez a única engraçada, que eu saiba contar. Então, a gente, como cristão, como o nosso pastor mesmo diz, a gente não conta piada, a gente conta anedotas e histórias engraçadas. Olha só essa que eu sei de qual. Um vendedor no interior, daqueles bem invasivos, bateu na porta de uma senhora, e quando ela abriu, ele pediu licença e nem esperou a resposta e já chegou anunciando o seu produto. Minha senhora, eu vim aqui lhe apresentar esse aspirador de pó que vai revolucionar sua vida. Ele aspira qualquer tipo de sujeira. Nesse momento, ele abriu uma bolsa e jogou muita sujeira no chão da casa daquela senhora. Jogou pó de café, casca de ovo, resto de comida e toda a nojeira imaginável. E a senhora com os olhos arregalados. Então ele disse, Senhora, se esse aspirador de pó não limpar todo o seu chão, não se preocupe que eu vou comer todo esse lixo. A senhora olhou para ele e disse, Então o senhor pode tratar de começar a comer, porque nós não temos energia. Bom, é a única que eu sei de qual, na verdade. Espero que vocês tenham rido para dar uma força. Existe uma ideia errada de que o humor é coisa de quem não leva a vida a sério. Mas a verdade é quase o oposto. As pessoas mais bem-humoradas, muitas vezes, são aquelas que já passaram por muita coisa. O humor, na verdade, ele não ignora a dor. Ele olha para ela e diz, ok, eu ainda estou aqui. O escritor Victor Frank, sobrevivente de campos de concentração nazista, escreveu que o humor era uma das armas espirituais mais poderosas para preservar a humanidade em meio ao sofrimento externo. Ele dizia, rir ali não era banalidade, era resistência. Mas o que a ciência diz sobre rir sobre o humor? Vamos aos dados. Pesquisas da Harvard Medical School mostram que o riso, primeiro, reduz os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, aumenta a liberação da endorfina, nosso analgésico natural, estimula a dopamina, ligada à motivação e ao prazer. Ativa as áreas do cérebro relacionadas à resiliência emocional. Um estudo publicado na revista Psychological Science mostrou que pessoas que usam humor em situações difíceis recuperam-se emocionalmente mais rápido após eventos estressantes. Outro estudo da Universidade de Loma Linda revelou que o riso melhora a circulação sanguínea, a função imunológica e a memória de curto prazo. Ou seja, rir não é somente emocional, é fisiológico. Seu corpo entende o riso como um sinal de segurança. E aqui está um ponto crucial. A psicologia chama isso de reavaliação cognitiva, traduzindo, é a capacidade de olhar para a mesma situação de um outro ângulo. O humor faz exatamente isso. Quando você consegue rir de algo difícil, você retoma o controle da narrativa. Você deixa de ser apenas vítima do acontecimento. Você diz, isso me atingiu, mas não me definiu. Pesquisadores da Universidade de Zurich descobriram que o humor ativa o córtex pré-frontal, a área do cérebro ligada ao pensamento racional, ajudando a regular emoções intensas como medo, raiva e tristeza. Não elimina o problema, mas muda como você vive o problema.

SPEAKER_00:

Eu não sei falar nem o português direito. Resolvi ontem fazer matrícula em inglês. Cheguei lá na reception. Que povo ontos perdendo a aula. Eu falei lá pra menina inglês. A menina falou pra mim, só precisa usar a camisa da escola. Só um momentinho. Passou um pouquinho. Madonna lá de dentro. Me perguntou assim. Oi, soy eu. Elle me solta. I am tired. O que é isso? Ella olhou pra mim. I am tissu. I fell, meu Deus do céu. Já bateu aqui de verdad. Nossa, Shebrails. Oh Deus, obrigado.

SPEAKER_01:

Rear sozinho já é bom. Rear with alguien é revolucionário. Um dos temas mais compartilhados nas redes sociais e WhatsApp são temas de humor. As pessoas não querem rir sozinhas, querem que as pessoas riem com elas. Humor simples e identificável, memes, vídeos curtos, situações do dia a dia. Humor funciona ainda mais quando a pessoa pensa isso é muito eu, eu vou mandar no grupo da família, no grupo dos amigos. Quando rimos juntos, sentimos pertencimento, reduzimos a sensação de solidão, criamos memória emocional positiva. Em momentos difíceis, às vezes, uma risada compartilhada sustenta mais do que mil conselhos. Eu pedi um amigo bom de histórias engraçadas e ele me enviou essa daqui. Em um zoológico havia um canguru que resolveu fugir. Pegaram ele e aumentaram o muro para 2 metros, mas o canguru fugiu de novo. Pegaram ele e aumentaram o muro para 4 metros, e ele fugiu de novo até que chegaram a 20 metros de altura no muro. O camelo na cela do lado perguntou para o canguru Até quando você acha que eles vão aumentar o muro? O canguru respondeu: eles podem aumentar até 300 metros, contanto que não fechem a porta. Foi boa essa. O humor não é negação, importante deixar claro. Humor saudável não é sarcasmo cruel, não é zombar da própria dor sem nunca senti-la. Não é usar piada para fugir de tudo. A ciência diferencia o humor adaptativo, que ajuda a lidar, e o humor defensivo ou agressivo, que machuca ou bloqueia emoções. Rir é poderoso quando anda junto com a honestidade emocional. Você pode rir e ainda assim chorar depois. Uma coisa não invalida a outra. Eu me lembro que eu pegava um ônibus que ia de Bangu ao centro. Com engarrafamento dava cerca de uma hora e meia até chegarmos ao centro. E nesse ônibus iam quase as mesmas pessoas todos os dias para o trabalho. Acabava virando uma turma de amigos e eu e ali sentado ouvindo muitas histórias. Um dia alguém falou alto para todo mundo ouvir. Eu ganho um salário mínimo, gasto X de passagens, 2X de comida na rua, fora os impostos. Peraí então, eu estou pagando para trabalhar, a conta não fecha. Para aí, motorista, vou descer e voltar para casa. Todos caíram na gargalhada, vendo aquele homem rindo da própria vida sofrida. Talvez rir seja isso, um jeito delicado de dizer a vida. Você pode até me derrubar, mas eu ainda sei sorrir. Ou seja, a vida não fica mais fácil quando a gente ri, mas a gente fica mais forte para vivê-la. O humor não apaga dores, ele ilumina o caminho enquanto a gente atravessa. Perguntaram para um sociólogo, antropólogo, qual seria a piada mais engraçada de todo o mundo. Claro que isso é muito subjetivo, porque cada um responde a piada ou à história engraçada de uma forma ou de outra. Depende muito do humor da pessoa. Já viu aquelas pessoas que rim de coisas que você olha e diz, gente, isso não tem graça absolutamente nenhuma, mas a pessoa morre de rir. Então, as histórias engraçadas são relativas. Mas perguntaram para esse antropólogo, ele fez uma pesquisa. Ele perguntou a 40 mil pessoas qual seria a anedota mais engraçada. E a mais engraçada que poderia ser aplicada em qualquer cultura foi essa. Um caçador e seu amigo estavam no meio da mata. E de repente, esse amigo teve um mal súbito. E ele ligou para a emergência e disse ao telefone: Olha, meu amigo está aqui no chão, eu não sei o que fazer, parece que ele morreu. Do outro lado da linha, a pessoa que estava atendendo respondeu: Bem, você precisa fazer o seguinte, procure certificar-se de que realmente ele está morto. O outro amigo caçador voltou lá no outro amigo que estava deitado no chão, com o mal súbito, e deu um tiro na cabeça dele. Voltou o telefone e disse, Bom, agora realmente ele está morto, o que eu faço agora? Entenderam? Interessante que foram 40 mil pessoas analisando. Então, se você não riu dessa história é porque pode ser que haja algo errado em você. É claro que é relativo, é bem subjetivo as histórias engraçadas. E existem algumas práticas simples para você adotar a prática do humor. Procurar o absurdo nas pequenas situações. Não levar o próprio ego, a própria vida tão a sério. Consumir conteúdo que provoque riso genuíno. Compartilhar histórias engraçadas, inclusive as nossas próprias falhas. O psicólogo Rod Martin, referência mundial no estudo do humor, afirma que o humor é uma habilidade psicológica, não um traço fixo da personalidade. Ou seja, você pode aprender. Para fechar, fica aqui uma ideia simples e poderosa. O humor não é fuga, é ferramenta. Ele não apaga os problemas, mas muda o jeito que a gente encara cada um deles. Quando rimos, respiramos melhor, pensamos com mais clareza e lembramos que a vida é maior do que o tropeço do dia. Usar o humor para vencer na vida não significa levar tudo na brincadeira, e sim escolher não deixar que o peso do mundo nos quebre por dentro. É rir de si mesmo, transformar falhas em histórias e usar leveza como combustível para continuar. O humor cria pontes, aproxima pessoas, desarma conflitos e muitas vezes abre portas para o que a seriedade fechou. No mundo que cobra performance, perfeição e pressa, rir é quase um ato de rebeldia. É dizer, eu sigo em frente, mas não perco minha humanidade no caminho. Quem aprende a rir, aprende também a cair e levantar com menos medo, a errar sem destruir, e sonhar sem se envergonhar. Então, que a gente leve os sonhos a sério, mas a nós mesmos nem tanto. Que o humor seja nosso colete salva-vidas nos dias difíceis e nosso megafone nos dias bons. Obrigado por ouvir esse podcast e por lembrar que, no fim das contas, vencer na vida também é saber dar boas gargalhadas no percurso. E lembre-se, rir também é coragem, e alguém disse que é um ato de resistência. Que Deus possa abençoar a sua semana, que você esteja hoje abençoado, protegido pelas mãos do nosso Deus que nos abençoa com amor e compaixão. Esse foi mais um episódio do seu podcast Pode Crê.

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