Pode Crê
Um podcast sobre temas variados e inspiradores, criado para motivar, transmitir esperança e despertar reflexões em quem ouve.
Quero receber convidados especiais para diálogos envolventes, repletos de histórias, curiosidades e ideias que ampliam horizontes.
Desejo que as pessoas reflitam sobre temas variados e se eu fizer 1 pessoa repensar e mudar de rota pra melhor já teria valido a pena esse podcast.
Como Pastor, compartilho experiências sobre a bondade de Deus; como músico, exploro de forma criativa e artística os diferentes aspectos do dia a dia.
Pode Crê
Entenda Como Hábitos Diários E Apoio Emocional Podem Mudar Sua Vida
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Tem coisa que a gente tenta engolir para seguir funcionando, até o dia em que o corpo e a mente cobram a conta. A gente senta para falar de saúde mental do jeito que precisa ser: com respeito, sem sensacionalismo e com orientação prática para quem está no limite, para quem ama alguém em crise, ou para quem só quer entender melhor o que está sentindo.
Com a psicóloga Rachel Gomes, a gente destrincha sinais que costumam ser ignorados, a diferença entre tristeza normal e depressão, e como a ansiedade pode sair do nível funcional e virar paralisia. Depois, o Eduardo Linkmann traz hábitos diários com base em evidências para fortalecer a saúde mental: atividade física, sono de qualidade, rotina organizada, conexão social e atenção plena. Também falamos sobre como o estigma dentro da família e no trabalho cria vergonha e afasta as pessoas do cuidado.
A psicanalista cristã Roseli Diogo confronta mitos que ainda prendem muita gente, como “terapia é coisa de doido”, “vou ficar dependente” e a obsessão por um prazo fixo. Ela também alerta para o impacto das redes sociais, do excesso de telas e da dopamina na paciência e nos relacionamentos, defendendo limites e o resgate do simples. Para fechar, a psicóloga clínica Eliana Inácio explica como ajudar alguém em crise emocional sem invalidar a dor, a ligação direta entre saúde mental e saúde física e quando considerar medicação no tratamento, sempre com avaliação profissional e sem preconceito.
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Boas-Vindas E Tema Central
SPEAKER_00E aí, tudo bem, pessoal? Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio do Seu do Nosso Podcast, o Podcast Pode Crê. E eu estou muito feliz porque o assunto de hoje é de extrema importância. Vamos falar sobre saúde mental. Trata-se de um assunto, de uma discussão urgente e necessária, especialmente para aqueles que estão enfrentando momentos de fragilidade emocional, crises intensas ou estão até mesmo à beira de um colapso. E para conduzir essa conversa com profundidade, que ela exige eu reunir quatro profissionais altamente qualificados que certamente trarão reflexões valiosas e orientação a quem precisa. Permita-me apresentar os convidados. Primeiro, a doutora Eliana Inácio, psicóloga clínica atuante aqui nos Estados Unidos, com ampla experiência no atendimento a pacientes de todas as faixas etárias. Depois, Eduardo Linkmann, meu primo irmão, pastor da Igreja Batista Jardim Carioca e acadêmico de medicina no Rio de Janeiro, cuja trajetória integra fé, cuidado pastoral e formação científica. Roseli Diogo, minha amiga de infância, ela é uma psicanalista cristã clínica, palestrante e pregadora, reconhecida por sua atuação consistente e voz ativa na promoção da saúde mental no estado do Rio de Janeiro. E enfim, Rachel Gomes, minha concunhada psicóloga pela URG, pós-graduada. Ela possui profundo conhecimento em contextos de estresse extremo e vulnerabilidade. Esses são os nossos ilustres convidados para uma conversa profunda e necessária sobre saúde mental aqui no seu podcast. Pode crer. Bom, vamos iniciar então com o Rachel. Rachel, responde pra nós quais os sinais mais comuns de que a pessoa precisa de ajuda profissional, mas que costuma ignorar.
SPEAKER_02Eu costumo dizer que nem todo mundo vai necessariamente precisar de terapia para viver. Mas que todos nós, em algum nível, vamos ter um benefício na vida ao passar por um processo terapêutico. Isso porque a vida já nos coloca in situations, in relações, in circunstâncias, experiências, vivências, dificuldades, perdas, tomadas de decisions, negligências, necessidades emocionais não atendidas. Andas experiências, oficial moldam as nossas crenças, os nossos pensamentos, andsequentemente o nosso modo de se comportar. Às vezes a gente vai perceber a necessidade de buscar ajuda quando o incômodo aparece, quando o desconforto surge, quando eu quero mudar e não consigo. Muchas veces esse desconforto que a gente sente, esse incômodo, a gente quer suprimir. A gente quer abafar para não sentir. Andá optando por recursos que não são saudáveis. Mas esse ponto de desconforto, esse ponto de incômodo, ele pode ser um bom sinal de que eu posso procurar por ajuda, de que eu posso procurar por um process terapêutico para colocar luz nessas questions, para identificar melhor esses processos internos, para entender, para compreender que existem ferramentas, que existem possibilidades de mudança, de mudança de comportamento, que há possibilidades de reprocessamento, de memórias dolorosas, de tudo aquilo que de alguma forma nos trava num lugar onde a gente está tendo sofrimento. E que sim é possível chegar a uma vida de maior bem-estar. É um processo, é um caminho, não é perfeição, não é linha reta, mas é possível viver cada vez melhor.
Tristeza Normal Versus Depressão
SPEAKER_00Muito bom, muito bom, muito obrigado. Rachel, qual é a diferença entre momentos de tristeza que poderíamos chamar de normal com depressão e transtorno patológico?
SPEAKER_02A tristeza é uma necessidade básica, inata, universal, ela é inerente a todos nós. É interessante que a gente não olhe para ela como algo negativo, mas como uma emoção que tem uma função, que sinaliza pra gente uma necessidade de reflexão, de pausa, de reavaliação do que a gente tá vivendo, reorganização de rota, de traçar novos caminhos. Quando a gente passa por uma perda, por uma frustração. É absolutamente natural que a gente viva, que a gente experimente a tristeza. O que acontece é que às vezes a gente não quer senti-la. A gente quer se livrar o mais rápido possível da tristeza, quando ela tem uma função e faz sentido que ela apareça diante dessas circunstâncias. Agora, quando isso começa a ser constante, começa a não ter uma razão aparente, um motivo, a gente vai perdendo o brilho, o ânimo, a vontade de viver. Quando as coisas que eram interessantes, prazerosas, vão perdendo lugar, até mesmo uma apatia pela vida pode ser um sinal de que isso já é um processo depressivo, já não é mais aquela tristeza adaptativa que teve sua função para aquele momento. Mas já pode ter algo mais que sinaliza aí uma necessidade de busca de ajuda, que não se dá só no nível ali do processo terapêutico, por exemplo, porque muitas vezes pode estar acontecendo uma alteração fisiológica, hormonal. E é importante também ter um acompanhamento médico para que se avalie essas outras questões que podem estar influenciando, que podem estar fazendo com que a pessoa esteja passando ali por um processo depressivo. É necessário buscar ajuda nesse momento para que isso não se torne mais difícil, mais pesado e para que a vida volte a ter cor, a ter sentido, a ter propósito.
Ansiedade Funcional Ou Paralisante
SPEAKER_00Bons pontos, muito interessante. Talvez uma pergunta ainda nesse scope. Como diferenciar uma patologia de ansiedade com aquele sentimento situacional antes de uma viagem, decisão, testes e acontecimentos normais do dia a dia?
SPEAKER_02A gente tem ouvido falar muito sobre ansiedade, né? E de fato, quando a gente para um pouco para pensar na forma que a gente está vivendo a vida, a gente percebe que é cada vez mais difícil se conectar com o presente. Tudo chega tão rápido, tudo ganhou uma urgência tão grande que essa preocupação com o que vem, ela foi cada vez mais exacerbada. And answer enquanto uma emoção, a gente sabe que ela tem uma função and that is necessary. For example, if you tenhous um objetivo como uma prova que eu tenho que fazer, um nível de ansiedade me coloca em alerta, me coloca em atenção aos pontos que eu preciso observar, a rota que eu preciso traçar, o planejamento que eu preciso fazer para obter êxito naquela prova. Agora, quando essa ansiedade começa a alcançar um cume, ela sai de um nível de equilíbrio, então ela começa a me paralisar. E aí é onde eu observo que não necessariamente eu tenha um transtorno de ansiedade, mas esse nível de ansiedade já está disfuncional, porque ele não me impulsiona mais, mas ele me paralisa. Eu não consigo fazer a prova, eu não consigo fazer aquilo que eu tenho como meta, porque eu fico tão ansioso, eu fico tão preocupado que eu não saio do lugar. Nesse ponto eu posso pensar que talvez esteja fora, né? Fora do nível adaptativo, fora do nível funcional, and I posso buscar ajuda para que essa ansiedade não me paralise, mas para que ela fique ali num nível interessante, num nível funcional que contribui, que colabora com os meus objetivos e não que me prende, que me paralisa.
Hábitos Diários Que Protegem A Mente
SPEAKER_00Muito obrigado, Rachel. Pontos extremamente pertinentes. Vamos continuar lá no Rio de Janeiro e conversar com ele, com o Edward Linkman. Pra ele eu inicio perguntando: quais hábitos diários ajudam comprovadamente a saúde mental?
SPEAKER_01Olá a todos, que alegria poder estar aqui no podcast, Pode Cristo, do meu primo, meu amigo, pastor, Clécio Almeida. Rapaz, essa pergunta é uma pergunta muito interessante, tá, Clécio? A gente aqui dentro da nossa faculdade de medicina tem uma disciplina chamada IESC, que a gente atende em UBS, né, como médico da família, supervisionado por outros médicos, óbvio. E isso é um ponto que a gente sempre conversa nas consultas, e que bom que você está abordando esse assunto tão interessante. Vamos lá. O que a gente pode fazer em hábitos diários para poder ajudar a melhorar a saúde mental? A gente tem que começar primeiro com a premissa de que saúde mental começa com o ajuste de hábitos. Tem gente que acha que saúde é só botar remédio pra dentro. Não é isso. Começa com o ajuste da vida. Então, o que a gente tem aí de evidência, coisas muito claras em artigos, em revisões de literatura? Primeira coisa, atividade física regular. Muitos estudos mostram que exercícios físicos reduzem sintomas de ansiedade, depressão, melhora o humor, autoestima, inclusive, muitos artigos dizem que atividade física pode até prevenir transtornos mentais comuns, como esse que eu citei. Além disso, sono, Clésio, as pessoas negligenciam sono. Ter o seu tempo, o seu sono de qualidade é muito importante. Dormir de 7 a 9 horas por noite, reduz muita coisa, muita coisa. Pode ter noção, Clécio, você pode ter com um sono adequado, com o ajuste do sono, você melhore indicadores de saúde mental, maior resiliência emocional, menor sofrimento psicológico. E isso, Cless, tem muito estudo falando sobre isso. Outra coisa é ter uma vida organizada. Parece bobeira, né? Você ser uma pessoa organizada, você ter o seu dia mais ou menos planejado, reduz muitos problemas que você pode ter. Reduz muita preocupação. Cair aperto no coração quando alguma coisa sai do planejado. Então, assim, você ter uma rotina organizada é muito bom e ajuda muito também. Isso é básico. E ainda, o que eu trato, acho muito importante, é a conexão social. Estar junto de alguém, estar junto de quem se ama, conversar bastante, manter uma rotina social is muito importante. And this moment, acho que por fim, tão importante quanto, você se autoconhecer. Tem uma prática that has been bastante realizada. I don't say, attention plena. It press attention to what you are doing. Essa técnica nos incentiva a prestar attention to nossa respiração, prestar attention no que as pessoas estão falando com a gente, prestar atenção nas coisas que estão acontecendo ao redor. Isso aumenta a nossa percepção do mundo e a percepção de nós mesmos. Então, assim, de maneira geral, o que a gente pode fazer de hábitos diários para ajudar na saúde mental? Exercício físico, sono, conexão social, uma rotina organizada e o autoconhecimento.
Como Enfrentar O Estigma
SPEAKER_00Obrigado, Primo. Outra pergunta: Como lidar com o estigma de transtorno mental na família e no ambiente de trabalho?
SPEAKER_01É, eu acho que esse é o grande desafio da saúde pública atualmente. Quando pessoas com transtorno mentais são vistas com preconceito, medo, julgamento, como se fossem fracas, como se fossem perigosas, né? Isso faz com que elas deixem de procurar ajuda, porque você gera nelas vergonha e medo de serem discriminadas. O primeiro passo para lidar com esse estigma é informação de qualidade. Nunca nós tivemos tanto acesso à informação. Esse podcast tem essa missão da informação também. Olha, muitas doenças, até corriqueiras como diabetes, hipertensão. Se você não tiver o conhecimento do que se trata, vai gerar um preconceito, você vai ter o estigma também. Olha, a gente tem alguns estudos que falam sobre saúde mental dentro do ambiente social. Andes apontam to a qualidade de information. Deixar um ambiente aberto para que as pessoas possam conversar sobre esse tema. Outro point is a linguagem that we used. As we have a question, and for us, we say, abandon these expressions is fundamental. Transtorno mental is sinal de fraqueza. Some conditions that involve fatores biológicos, psicológic, sociais. In all these cases, enter medicação. So dentro do ambiente of trabalho, dentro de uma cultura organizacional, dentro dos nossos ciclos sociais, a gente tem que deixar espaços abertos onde as pessoas se sintam à vontade para falar sobre a sua saúde mental. E aí entra treinar líderes, incentivar o assunto, criar ambientes, criar pautas sobre isso. Fazendo isso, Clércio, eu acho que é um grande passo para a gente reduzir um pouquinho essa barreira que tem para se falar sobre esse assunto.
Conselho Para Quem Sofre Em Silêncio
SPEAKER_00Muito bom, muito bom. Última pergunta para você. Se pudesse dar um conselho a quem está sofrendo em silêncio, de ansiedade ou quaisquer aspecto deletério à saúde mental, o que você diria?
SPEAKER_01Olha, o primeiro conselho que eu dou é o seguinte: fale com alguém de confiança, tem alguém de confiança, alguém que você possa se abrir, que você possa conversar. Outra coisa, procure uma ajuda profissional. É muito importante se você observar que o sofrimento, o que você está passando, já começou a interferir na sua rotina diária. Você não consegue mais fazer o que você fazia, trabalhar, estudar, conversar. Se está atrapalhando a rotina diaria, procure uma ajuda profissional. Andal de fraqueza. É sinal de franqueza anda sofrer sozinho. Você não está sozinho. Procure ajuda. A dor é legítima. And estar disponível, ter alguém também é legítimo. Eu diria isso, Clecio. Obrigado por deixar eu participar desse momento com vocês tão importante.
Mitos Que Afastam Da Terapia
SPEAKER_00Muito obrigado, primo. Deus te abençoe. Vamos conversar com Rosely Medeiros. Ela é uma psicanalista cristã. Eu inicio perguntando Quais os maiores mitos sobre terapia que afastam as pessoas de tratamento adequado?
SPEAKER_03Eu quero agradecer a oportunidade de, através da psicanálise, levar um pouco mais de esclarecimento sobre saúde mental para o seu público. And respondendo a sua primeira pergunta, nós não fomos criados, nós não fomos ensinados a falar. Nós não fomos liberados a falar sobre nós, sobre o que nós estamos sentindo, sobre as nossas angústias, isso desde do pequeno ao maior. Nós não fomos criados para isso. Então, quando isso não é uma coisa natural da nossa vivência, nós crescemos acreditando que como é que eu vou contar para uma pessoa estranha sobre a minha vida? Como é que eu chego num ambiente in que aquela pessoa nunca me viu, não é meu amigo, não faz parte da minha intimidade, anda. Segundo mito, terapia é coisa de gente doida. Andindo a primeira explicação, se eu não conheço aquela pessoa andar para contar a minha história, eu não devo estar bem. Então eu fui crescendo, aprendendo erradamente, que só vai para esse ambiente pessoas que têm problemas mentais. Um terceiro mito: quanto tempo eu tenho que fazer terapia? Até isso as pessoas têm questionado. Além delas não chegarem no sete terapêutico, elas acreditam que elas precisam de um tempo X para começar e terminar a terapia. Isso tudo, Clécio, todas essas não verdades, elas são construídas a partir do momento que eu não me conheço, eu não sei as minhas necessidades, e se eu me der conta de que eu realmente preciso dessa ferramenta, dessa possibilidade, dessa parceria com esse profissional, pode ser que eu entenda que eu preciso muito mais do que eu imaginava. Então, para não me entregar, a dificuldade de gastar um tempo comigo mesma me faz não querer descobrir o que vai em mim. Então, para não descobrir o que vai em mim, o que está fazendo comigo e que tem desenhado o meu comportamento, eu já pergunto antes quanto tempo isso vai levar. Em uma sessão posso resolver? Então, resumindo a sua pergunta, eu vou usar somente três mitos, seria o medo do novo, o medo de me expor, seria aquilo que dizem, dizem que eu sou louco, e uma dependência desse lugar. You will ficar dependente da terapia?
Redes Sociais E Excesso De Dopamina
SPEAKER_00Muito pertinente, muito pertinente. O que o uso das redes sociais pode impactar na saúde mental das pessoas?
SPEAKER_03Falando sobre a rede social. Vamos lá. Gostamos muito de usar. Nós somos movidos a um hormônio chamado dopamina. E não adianta agora demonizar a dopamina. Você não pode usar dopamina. Isso não existe. Nós precisamos dela. Ela nos move para o interesse. Porém, o excesso de dopamina é o que tem acontecido hoje. O uso de telas, né? E aí é só o jovem, é só o adolescente, é só a criança. Não. O adulto também está impregnado do uso de telas. E não adianta dizer assim, tire a tecnologia. Nós usamos a tecnologia, nós avançamos com tecnologia, and a ideia não é regredir. Como é que eu posso corrigir isso voltando lá atrás, né? Há uns anos atrás, esses pais precisam querer se relacionar. Eles precisam querer chegar em casa e sempre que possível não pegar mais na tela. E ter tempo de conversa. E jogar jogos que a gente fazia antes e que parece uma bobagem. But vamos para a rua, vamos andar de bicicleta, vamos na praia, vamos jogar futebol, vamos jogar vôlei. Nós estamos hoje com uma geração, eu não sei se vocês estão observando, mas uma geração que não está praticando mais esporte. E aí quando eu digo esporte, não é nem para virar se tornar um atleta. É andar de bicicleta, é jogar bola, é ir a praia, é se movimentar. O número de crianças, de adolescentes que chegam em consultório, que não sabem andar de bicicleta, não aprenderam. Então, queremos resolver? Se queremos resolver, vamos voltar para coisas simples. Não vamos abandonar a modernidade, porque a tecnologia realmente nos leva para o futuro. But vamos aprender a usar. Então vamos voltar atrás. Não é errado dar uns passos atrás para que eu ganhe vida. Vamos soltar pipas sem ser mão. Aproveitar de uma piscina juntos. Vamos nos relacionar. Vamos fazer roda de conversa intencional. A gente só está juntos. And a gente ri de qualquer coisa. Isso é vida. Isso é sim, uma dopamina usada na medida certa. And me faz avançar. Ela me faz viver outros hormônios. A ocitocina, por exemplo, que é o hormônio do prazer. Aumentando isso conforme a idade, vivendo novos desafios nos relacionamentos, eu vou aprendendo com professores, com os meus pais, com o ciclo qualquer social que eu convivo da minha espiritualidade, com as brincadeiras de rua, tudo isso é relacionamento. Nas telas, eu ouço o que eu quero ouvir. Se eu inicio a ouvir, não me interessa, eu deixo e passo para o próximo. Se no próximo me trouxe algum prazer, eu paro ali um pouco mais. Mas daqui a um tempinho já me cansou. Eu estou trocando. Entendeu que esse excesso de dopamina trouxe uma falta de paciência que me retira dos relacionamentos?
Como Ajudar Em Uma Crise
SPEAKER_00Muito obrigado, Roseli. Deus abençoe. Agora vamos ficar aqui nos Estados Unidos e perguntar a ela, a doutora Eliana Inácio. Doutora, como familiares e amigos podem ajudar alguém que está passando por uma crise emocional?
SPEAKER_04Olá, eu quero começar agradecendo o convite, é um prazer estar aqui. Meu nome é Eliana Inácio, sou psicóloga clínica e trabalho com a saúde mental, ajudando pessoas a lidarem melhor com suas emoções, reações, ando muito feliz em poder contribuir com esse tema tão importante. Essa é uma pergunta muito importante, porque muitas vezes as pessoas têm intenção de ajudar, but às vezes acabam invalidando, deixando a pessoa mais confusa com a forma de que elas vão lidar com a dor. So, do ponto de vista of psicologia clínica, the prime passo in tentar ajudar a persona é validar a experiência emocional. Que isso? Significa reconhecer o que a pessoa está sentindo sem corrigir ou minimizar, evitar frases como isso vai passar, ou frases como tem gente pior que você. Pode ter até a intenção de ajudar, mas essas frases acabam desvalorizando a pessoa que está em dor e sofrimento. Em vez disso, diga, olha, eu imagino que isso esteja sendo muito difícil para você, porque esse lugar empático, ele cria uma conexão emocional. O segundo ponto que você pode ajudar é escutar de forma ativa, escutar, sem julgamento. Muitas vezes a pessoa precisa de uma, ela não precisa de nada imediato, ela precisa ser ouvida, de verdade. Isso envolve em dar um espaço, um espaço seguro, sem interrupção e evitando transformar a conversa em conselhos rápidos. Outro aspecto fundamental é respeitar o tempo e o limite do outro. Cada pessoa processa situações difíceis de maneiras diferentes. Então, pressionar e reagir logo, pense positivo, saia dessa, o mundo continua, a vida precisa agir, isso só aumenta a angústia do outro. Então, oferecer ajuda de forma concreta, ativa, ela precisa ser respeitosa. And essa forma respeitosa é dizer com calma, tem alguma coisa que eu possa fazer para você nesse momento? Agora, o que eu posso fazer? Porque isso devolve uma autonomia para quem está sofrendo. Às vezes para chorar, um choro que está guardado, um abraço, liberar um abraço, um aperto de mão, ou simplesmente um ombro. Em resumo, ajudar não é resolver a dor do outro, mas é estar presente de uma forma empática, validando, escutando e sustentando aquele momento com respeito e sensibilidade. Nisso consiste ajudar.
A Ponte Entre Corpo E Mente
SPEAKER_00Muito bom, muito bom mesmo. Outra pergunta. Existe uma relação clara entre saúde mental e saúde física?
SPEAKER_04Ah, sim. Existe uma relação que ela é direta e muito mais forte do que as pessoas imaginam. Na verdade, ela nem é uma conexão nova. Lá por volta do século I, o poeta romano Juvenal já trazia a ideia na frase Menção Incorpore Sun, ou seja, uma mente saudável e um corpo saudável. Então, com certeza, hoje a gente vê isso claramente na prática. Quando a mente está sobrecarregada, o corpo responde. Ansiedade, estresse, por exemplo, elas geram tensão muscular, insônia, dor de cabeça, problemas digestivos e outros. E ao contrário, também acontece. Quando o corpo não está bem, como em casos de dores crônicas, imediatamente impacta o emocional, trazendo cansaço, irritação, tristezas mais profundas. E, além disso, hábitos do dia a dia fazem essa ponte. For example, o elementar sono, alimentação e atividade física influenciam diretamente no humor, na nossa energia and na forma de lidarmos com a vida. Não dormiu bem, não comeu bem, o humor muda, a disposição muda. Então precisamos dar esse ênfase, essa importância nessa ponte que existe entre corpo e emocional.
Quando Considerar Medicação Psiquiátrica
SPEAKER_00E a última pergunta: quando é necessário considerar medicação no tratamento da saúde mental?
SPEAKER_04Nós podemos dizer que essa é uma dúvida comum e importante. A medicação deve ser considerada quando sintomas emocionais começam a interferir de forma significativa no funcionamento da pessoa. Seja, de novo, o sono, o apetite, eles influenciam na capacidade de trabalhar, to estudar, no relacionamento, enfim, no cotidiano. Eu estou falando de quadros de ansiedade intensa, de depressão, de moderada até grave, crises de pânico. Então, frequentemente, sofrimentos que ultrapassam a capacidade de manejo de estratégicas psicológicas. Nesses casos, a medicação, sempre avaliada por médicos, geralmente um psiquiatra, pode ajudar a estabilizar os sintomas e criar condições para que a psicoterapia seja mais efetiva. O que eu quero dizer para vocês? Eu quero dizer que é importante ter a medicação como sempre um regulador. Ele tem que andar junto e destacar que medicação não substitui a terapia. Ela é complementar, eles se complementam. Do ponto de vista clínico, a relação entre os receios ou a resistência de medicação mais comuns são o medo da dependência. Existem algumas medicações que podem vir, causar muitas coisas que são folclores, às vezes, de ficar dopado, de perder a própria identidade, ou ficar alienado, remédio para sempre. Também existe um estigma muito forte como usar a medicação como fraqueza. Na verdade, o que a pessoa precisa saber é que na prática, quando bem acompanhada por uma médica, a medicação não tira quem a pessoa é, pelo contrário, muitas vezes ajuda a pessoa a voltar a ser quem ela já realmente é, e que por algum motivo não estava conseguindo ser por causa do sofrimento emocional. Então a decisão deve ser sempre individualizada, baseada em uma avaliação profissional e principalmente construída com informação segura e sem preconceito.
Encerramento E Mensagem De Paz
SPEAKER_00Muito obrigado, doutora. Bom, eu quero agradecer aos quatro participantes do nosso podcast de hoje. Muito obrigado. Que Deus possa abençoar o trabalho de vocês com muita sabedoria e muita inteligência para que possam ajudar esses vulneráveis que precisam de ajuda no que tange a saúde mental. Que Deus possa abençoar a vida de vocês e os seus familiares. Bem, eu espero de coração que tenha sido um podcast abençoador e que tenha esclarecido muitas dúvidas em relação à saúde mental. E desejo que você tenha paz, paz no coração. Aquela mesma paz deixada por Jesus quando ele disse: Minha paz vos dou, a paz que excede todo o entendimento. Esse foi o nosso, foi o seu podcast. Pode crer.
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